Queda de cabelo x Quebra

Uma das queixas mais comuns no consultório é a percepção de “perda de cabelo”, mas muitas vezes existe uma confusão fundamental entre dois processos distintos: a queda real e a quebra da haste. Diferenciar esses dois fenômenos é o primeiro passo para um tratamento eficaz, pois suas origens e soluções são completamente opostas. Enquanto a queda envolve o desprendimento do fio desde a raiz, a quebra é uma fratura na estrutura do fio já existente.

A queda de cabelo, tecnicamente chamada de eflúvio ou alopecia, acontece quando o fio se solta do folículo piloso no couro cabeludo. Isso geralmente é percebido ao encontrar fios longos e inteiros no travesseiro, no ralo do chuveiro ou ao passar a mão pela cabeça. As causas costumam ser internas, envolvendo fatores hormonais, nutricionais, inflamatórios ou genéticos que afetam o ciclo de vida do cabelo, antecipando a fase de desprendimento.

Por outro lado, a quebra capilar ocorre quando a fibra do cabelo está fragilizada e se rompe em algum ponto do seu comprimento, sem que a raiz se solte. Isso resulta em fios mais curtos, pontas duplas e uma sensação de que o cabelo “não cresce”, embora a raiz continue produzindo novos fios. A quebra é quase sempre causada por fatores externos, como agressões químicas (descoloração, alisamentos), térmicas (uso excessivo de chapinha e secador) ou mecânicas.

Para identificar o que está ocorrendo com você, observe o fio que se soltou. Se ele possui uma pequena pontinha branca na extremidade (o bulbo), trata-se de queda real. Se o fio é um fragmento pequeno, sem bulbo e com as pontas irregulares, é um sinal clássico de quebra por ressecamento ou dano estrutural. Em muitos casos, pacientes podem apresentar ambos os quadros simultaneamente, o que exige uma abordagem dupla.

O tratamento deve ser sempre individualizado. Para a quebra, focamos na reconstrução da fibra capilar e na suspensão dos agentes agressores. Já para a queda, a investigação médica é imprescindível para tratar a causa base no organismo. Em consulta, realizamos uma análise detalhada para definir se o seu caso exige cuidados com a haste ou intervenção clínica no couro cabeludo, garantindo a recuperação da densidade e da beleza dos seus fios.

Perguntas Frequentes

Sim. A Telemedicina Capilar é extremamente eficaz. Durante a vídeo-consulta, realizamos uma anamnese completa (histórico de saúde) e analisamos fotos de alta resolução que oriento previamente como tirar. Para a maioria dos casos de queda e falhas, conseguimos iniciar o tratamento imediatamente. Caso seja necessário um exame físico detalhado (Tricoscopia), indicarei o momento ideal para a visita presencial.

A Tricoscopia é o ‘raio-x’ do seu cabelo. É um exame digital não invasivo onde utilizamos uma lente de grande aumento para visualizar o couro cabeludo e a estrutura dos fios. Ela é essencial para diferenciar tipos de calvície, inflamações e descamações que não são visíveis a olho nu, garantindo que o tratamento seja preciso e não baseado em ‘tentativa e erro’.

Prezamos pelo conforto absoluto do paciente. Procedimentos como o MMP® (Microinfusão de Medicamentos) e a Mesoterapia são minimamente invasivos. Utilizamos anestésicos tópicos potentes e, em alguns casos, dispositivos vibratórios para minimizar qualquer desconforto. A maioria dos pacientes relata apenas uma leve sensação de pressão, tolerando muito bem as sessões.

O ciclo capilar é lento e requer paciência. Em geral, conseguimos frear a queda acentuada entre 30 a 60 dias de tratamento. O ganho de volume e o crescimento de novos fios tornam-se visíveis, em média, a partir do 3º ou 4º mês. O acompanhamento fotográfico que realizamos ajudará você a perceber cada evolução.

Com certeza. Nossa abordagem é completa e personalizada. Avaliamos suas deficiências vitamínicas, alimentação e níveis de estresse. Embora medicamentos sejam necessários em alguns casos genéticos, muitas vezes conseguimos excelentes resultados combinando suplementação oral, tratamentos tópicos (shampoos e loções) e terapias em consultório, respeitando sempre o seu organismo.

O transplante é indicado apenas quando não há mais folículos viáveis na região (a raiz morreu). Nossa prioridade é a Medicina Capilar Restaurativa: recuperar e fortalecer os fios que você ainda tem e estimular os que estão ‘dormindo’. Em muitos casos, um tratamento clínico bem executado recupera a densidade e evita ou adia a necessidade de uma cirurgia.

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